[REVIEW] Deadpool



É difícil encontrar apenas uma palavra para definir um dos filmes de super herói (cof cof, anti herói), mais esperado do Ano. Deadpool, o novo filme da Fox estrelado pelo maior tagarela das histórioas em quadrinhos finalmente ganhou vida nas mãos de Ryan Reynolds. Sem dúvida podemos dizer que o verdadeiro herói dessa história foi Ryan, que persistiu por anos com os estúdios até que o filme de seu personagem favorito ganhasse vida.

Não é nenhuma novidade que fãs do anti-herói se decepcionaram com a primeira versão do mercenário, que teve uma pequena aparição no filme Wolverine Origens. Nem mesmo Ryan, fã de carteirinha do personagem, se sentiu satisfeito com o resultado final, e jurou que um dia conseguiria fazer um filme que agradasse a todos os fãs.

Foto: 20th Century Fox/ Wolverine Origins
Promessa cumprida: Dez anos após a Origem de Wolverine, Ryan finalmente veste o uniforme oficial de Deadpool e traz um dos maiores sucessos de bilheteria dos últimos anos! Ainda em cartaz após dois meses de estréia, o filme mostra que Wade Winston Wilson seduz pelo humor (hora infantil, hora inteligente) e pela lealdade aos gibis.

Em anos de filmes inspirados por HQ'S, fãs ao redor do mundo confirmam que esse foi um dos filmes mais fiéis aos quadrinhos, e nós da Amélie não poderíamos deixar de concordar, já que o tagarela é nosso all time fave. 

Com um humor ácido, uma boa pitada de romance e ação, o filme surpreendeu por sair um pouco da fórmula de típicos super heróis, mas isso não quer dizer que o filme tenha evitado clichês, é claro, pois para um primeiro filme desse porte, é preciso 'preparar' o terreno para o público que ainda não conhece esse personagem.

No início, muitos fãs acreditavam que o filme seria voltado apenas ao público masculino, acreditando na informação errônea de que fangirls não existem no meio, mas todos ficaram boquiabertos ao descobrir que o filme foi feito para todos  os públicos e esse é um dos principais pontos que trouxe o sucesso do título.

Temas como pegging (recomendamos uma busca no google), depressão, pansexualidade entre outros assuntos polêmicos não poderiam faltar, é claro, em doses bem pequenas, porém, tão importantes quanto toda a ação do filme.

Foto: Cena de Deadpool/20th Century Fox
O humor negro de Deadpool já é conhecido por toda a fanbase, e funciona bem, principalmente em suas 'quebras da quarta parede' (ou fourth wall), entretanto nem todas as piadas atingem seu objetivo final, mas esses pequenos detalhes não atrapalham o filme de modo algum, inclusive, o humor de Weasel, personagem interpretado pelo diretor T.J Miller, fica lado a lado com o de Deadpool. Mais cômico impossível!

Seguindo com a história, a principal premissa do filme é o romance entre Wade e Vanessa, algo muito bem estruturado e que apesar de parecer clichê, logo de início prova ser algo que completamente 'fira da caixinha'. Vanessa é uma mulher forte, uma stripper, que não tem medo nem vergonha de ser o que é e dizer o que pensa, e isso nos remete ao elenco feminino poderoso composto por diversas personagens femininas fortes, como Angel Dust (Gina Carano), Blind Al (Leslie Uggams) e Negasonic Teenage Warhead (Brianna Hildebrand).

Foto: Cena de Deadpool com Brianna Hildebrand/20th Century Fox
Fugindo completamente do esteriótipo replicado em filmes de super heróis, aqui as moças mostram que possuem o poder, mesmo quando raptadas (Vanessa) ou quando estão em situações de risco (Angel e Teenage Warhead).

Por fim, Deadpool fascina pela simplicidade, timing adequado (às vezes não tanto) e boa escrita. A parceria entre Ryan Reynolds e T.J Miller fluiu como água e mesmo com o budget (orçamento) cortado pelo estúdio, o filme foi superior à muitos já produzidos pela indústria.

Nota: 10/10, recomendamos muito, mas se você for menor de idade, siga a dica do Titio Deadpool:

No Kids Allowed!/ Crianças não são permitidas!

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