[REVIEW] Fragmentado



Por Victoria Hope

Nesta Terça (21 de Fevereiro), O shopping JK Iguatemi recebeu diversos convidados da imprensa para a première exclusiva de Fragmentado, o novo filme de M.Night Shyamalan, conhecido por seu trabalho em Sinais, O Sexto Sentido e Corpo Fechado.
Durante o bate papo com a imprensa e nossa equipe, o diretor afirmou que pretende dar continuidade ao universo de Split, o que acendeu as esperanças de muitos fãs do diretor. Esbanjando simpatia, M. Night fez questão de abraçar e cumprimentar todos os convidados do evento.
 
Nossa Editora com M.Night Shyamalan
Cenário do Cinema pronto para receber os convidados

 

Para quem não conhece a trajetória do diretor, M. Night Shyamalan surgiu com a nova leva geração de diretores dos anos 90 e foi um dos grandes responsáveis por resgatar o gênero de suspense em Hollywood. Desde o sucesso de O Sexto Sentido (1999) e Corpo Fechado (2000) ao filme A Visita (2015), pode-se dizer nem sempre seus filmes emplacaram em Hollywood.

Até hoje, ele é conhecido como o "rei dos plot twists', que sempre acabam por resgatar grande parte do plot de seus filmes. Fragmentado (Split) marca o retorno triunfal de M.Night ao mundo do cinema, após alguns títulos de certo modo questionáveis, como Avatar - A Lenda de Aang. Neste novo longa, o diretor volta às suas raízes, trazendo o bom e velho suspense carregado de drama, tão amado por seus fãs.

James McAvoy em uma das cenas mais icônicas do filme / Universal

Fragmentado conta a história de Kevin (James McAvoy), um jovem que possui um passado conturbado e que por conta de um trauma da infância, desenvolveu 23 personalidades distintas, com capacidade de modificar até mesmo sua química corporal.

Ao longo do filme, aprendemos que todas suas personalidades temem uma 24ª, que ameaça a existência de todas as outras. Diferente do que se imaginava, o filme pouco faz para demonizar a síndrome de múltipla personalidade do personagem, mas sim, tenta explicar o motivo pelo qual as personalidades afloraram.

Dra. Flecher, a psiquiatra de Kevin batalha o filme todo para conseguir desmistificar a doença, tentando eliminar a ideia de que portadores de diversas personalidades são perigosos para a sociedade. A todo o momento, a médica reforça que seus pacientes são inofensivos e que é preciso eliminar o estigma que a sociedade possui para com portadores dessa condição.


A vilã é uma das personalidades que recebe o nome de Patricia / Universal

O problema maior é que, uma das personalidades  decide capturar três moças adolescentes para uma cerimônia que não nos cabe dizer, pois ela tem muito a ver com o desenrolar da grande sacada da trama. Durante as três narrativa da história, aprendemos o pano de fundo responsável por todo esse desenvolvimento de Kevin e sua relação com a psiquiatra, o passado sombrio de uma das vítimas raptadas,  Casey (Anya Taylor-Joy - A Bruxa), com flashbacks de sua infância que merecem um alerta de trigger para abuso e qual é o motivo real por trás de todas as personalidades do nosso protagonista.

Casey tenta fugir de seu raptor / Universal

Sem dúvida essa foi uma das melhores atuações de James McAvoy, que dá um banho de intepretação em todas suas personalidades, com destaque para uma das mais hilários: um menininho de 9 anos de idade chamado Hedwig, que cativou todos os convidados do cinema desde sua primeira aparição.

Nesse novo título, Shyamalan é extremamente eficaz ao mostrar dois lados de vítimas de abuso., reforçando que sobreviventes reagem de modos diferentes a seus abusos e que podem a qualquer momento se tornar os heróis ou vilões de suas próprias vidas.

Enquanto Kevin "criou" 24 personalidades para se proteger do que aconteceu no passado, Casey se torna uma adolescente apática a tudo e anti-social, o que faz com que uma das identidades de Kevin se conecte quase que imediatamente com a garota.
sente uma conexão com a garota.

Certamente, as viradas sutis e reviravoltas ao longo da trama vão aos poucos mostrando onde o diretor quer chegar, em um misto de terror e humor, mas é claro que, nada disso funcionaria sem um ator do calibre de McAvoy, responsável por carregar grande parte da trama. Para quem conhece o britânico com carinho de anjo, será um choque vê-lo completamente transformado.

O final traz um dos maiores plot twists de todos os títulos anteriores de Shyamalan, deixando a plateia de queixo caído e um dos momentos finais nos remete ao filme Dragão Vermelho, que se baseia nas obras de Thomas Harris.

Você irá sair da sala pensativo com o final surpreendente e definitivamente vai querer mais desse universo criado pelo filme.

Nota: 5/5

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[Review] A Bela & A Fera


A adaptação do clássico da Disney, A Bela e a Fera, é talvez um dos títulos mais esperados do ano. Com participação de nomes como Emma Watson (Harry Potter), Kevin Kline (Um Peixe Chamado Vanda) e Josh Gad (Book of Mormon), sem dúvida a Disney estava preparando uma surpresa para fãs de animação.
Um dos convites mais lindos que já recebemos <3
 
Cenário belíssimo pare receber os convidados na première
Até mesmo o convite e o cenário da première foram dignos de príncipes e princesas, o que apenas aumentou o hype do público para a exibição do filme.
Logo no início, nos deparamos com uma jovem Bela julgada por todos de sua pequena vila, por ser uma moça muito a frente de seu tempo. Por gostar de ler e pensar em tecnologias jamais pensadas para a época em que se passa no filme, Bela é rejeitada por grande parte da cidade, a não ser pelo dono da Biblioteca que frequenta, seu pai artista e Gaston.
A partir da primeira música, todas as cenas são a representação exata da animação clássica e para quem se emociona facilmente, só o início já foi suficiente para arrancar algumas lágrimas do público, apostando na mesma cartela de cores do filme original e no mesmo clima desde a primeira música cantada.

O veterano Kevin Kline, interpreta o pai de Bela / Disney Media
Quanto as intepretações, todos surpreenderam, apesar da pouca expressão de Emma. A atriz se esforça para cantar e acaba por cativar o público com sua personalidade. Destaques valem para Ewan McGregor, que interpreta o castiçal Lumiere,para Sir Ian McKellen, que dispensa apresentações e está hilário como Horloge e por fim, o duo Gaston ( Luke Evans) e Le Fou (Josh Gad), que sem dúvidas foi o personagem favorito do público durante o filme inteiro.
Apesar da polêmica em torno de sua sexualidade, Le Fou surpreendeu na comédia, se assemelhando muito com sua versão original, porém ao invés de ser apenas um tolo, o escudeiro age como a consciência do Vilão Gaston, sempre tentando incentivá-lo a seguir pelo caminho do bem (sem sucesso, mas a tentativa é o que vale.). Muitos fãs disseram que sentiram falta de mais momentos LGBT, porém para olhos mais atentos, todas as cenas em que o personagem estava presente traziam um pequeno sinal de sua sexualidade.
Luke Evans está absolutamente hilário n papel de Gaston / Disney Media
Uma das melhores cenas é a dança ao som de "Gaston" no bar junto a Le Fou e grande parte da população da cidade. Alguns pequenos toques adicionados à letra apenas reforçaram a sexualidade de Le Fou e ainda trouxeram uma nova perspectiva ao personagem Gaston.

Fãs da Disney e de romance vão se apaixonar novamente pela trama, que trouxe uma das adaptações mais fiéis do cinema em anos. Lágrimas vão cair com certeza e você sairá do cinema com o coração leve e com um sorriso de canto a canto.

O filme entra em cartaz no dia 15 de Março em todos os cinemas do Brasil :)

Nota: 5/5

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